Imprensa no Brasil

 

Os livros presentes neste Link, pertencentes ao nosso acervo, foram dividos de modo didático para melhor atender aos pesquisadores. Abaixo a divisão:

 

1. HISTÓRIA DA IMPRENSA NO BRASIL

2. PERIÓDICOS EM ESTUDO

3. CATÁLOGOS DE PERIÓDICOS

4. EDICÕES FACSIMILARES E REPRODUÇÕES DE PERIÓDICOS

5. TEORIA: PERIÓDICO & CULTURA

6. O PERIÓDICO COMO FONTE PARA ESTUDOS CULTURAIS

 

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1. HISTÓRIA DA IMPRENSA NO BRASIL

 

Com a chegada da corte portuguesa de D.João VI, implantou-se uma tipografia – a Imprensa Régia – que oficializou a publicação de jornais, revistas e livros no país. Até então a imprensa era proibida no Brasil. Da Imprensa Régia saiu o primeiro jornal publicado em terras brasileiras - a “Gazeta do Rio de Janeiro” - que veio a luz na data de 10 de setembro de 1808, trazendo enfadonhos decretos e notícias da família real. Em que pese essa característica, esse periódico alavancou o aparecimento de jornais e revistas em todo e qualquer centro geográfico do Brasil, gerando uma imprensa brasileira rica e variada dos seus primórdios até a atualidade. Tal história acha-se narrada nos livros que reunimos neste bloco, aos quais se somam obras que apresentam a história da imprensa de estados brasileiros específicos.

 

BARRETO, Abeillard. Primórdios na imprensa do Rio Grande do Sul (1827-1850). Porto Alegre: Comissão Executiva do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha. Subcomissão de Publicações e Concursos [1986].

 

BRISKIEVICZ, Danilo Arnaldo. A arte da tipografia e seus periódicos: história da imprensa serrana das Minas do Serro do Frio à cidade do Serro, 1702-2000. Serro-MG: Tipografia Serrana, 2002.

 

CABRAL, Alfredo do Vale. Anais da Imprensa Nacional do Rio de Janeiro: de 1808 a 1822. (Reedição) Cadernos do Centro de Pesquisas Literárias da PUCRS. Porto Alegre: Pós-graduação em Letras/Instituto de Letras e Artes/PUCRS, n.3, v.4, dez. 1998.

 

DARNTON, Robert e ROCHE, Daniel (orgs.). Revolução impressa: a imprensa na França, 1775-1800. Trad. Marcos M. Jordan. São Paulo: Ed.USP, 1996.

 

DOYLE, Plinio. História de revista e jornais literários. Rio de Janeiro: MEC/Fundação Casa de Rui Barbosa, 1976.

 

ERICKSEN, Nestor. O sesquicentenário da imprensa rio-grandense. Porto Alegre: Sulina, 1997.

 

FERREIRA, Althos Damasceno. Imprensa literária de Porto Alegre no século XIX. Porto Alegre: Ed.UFRGS, 1975.

 

HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil: sua história. São Paulo: T. A. Queiroz/Ed.USP, 1985.

 

Imprensa goiana: depoimentos para a sua história. Goiânia: Associação Goiana de Imprensa/Gráfica de Goiás, 1980.

 

IPANEMA, Marcello de e IPANEMA, Cybelle de. Imprensa fluminense: ensaios e trajetos. Rio de Janeiro: Instituto de Comunicação Ipanema, 1984.

 

JUCÁ, Pedro Rocha. A Imprensa Oficial em Mato Grosso. Cuiabá: Imprensa Oficial do Estado de Mato Grosso, 1986.

 

LOPES, Antônio. História da imprensa no Maranhão (1821-1925). Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1959.

 

LUSTOSA, Isabel. O nascimento da imprensa brasileira. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

 

MARTINS, Ana Luiza e LUCA, Tânia Regina de. Imprensa e cidade. São Paulo: Ed. Unesp, 2006.

 

MARTINS, Wilson. A palavra escrita. 2. ed. São Paulo: Ática, 1996.

 

MENDONÇA, Estevão de. Breve memória sobre a imprensa em Matto-Grosso. Cuiabá: SEC/MT-UFMT, 1975.

 

MENDONÇA, Rubens de. História do jornalismo em Mato Grosso. Cuiabá: Imprensa Oficial do Estado de Mato Grosso, 1963.

 

 

MIRA, Maria Celeste. O leitor e a banca de revistas: a segmentação da cultura no século XX. São Paulo: Olho d’Água/FAPESP, 2013.

 

MIRANDA, Francisco Gonçalves (org.) Memória histórica da Imprensa Nacional. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1922. (Ministério da Fazenda em Comemoração do 1º Centenário da Independência do Brasil).

 

NASCIMENTO, Luiz do. A imprensa vitoriense do século XIX. Recife: Imprensa Oficial de Pernambuco, 1967.

 

RIZZINI, Carlos. O livro, o jornal e a tipografia no Brasil, 1500-1822: com um breve estudo geral sobre a informação. Edição facsimilar. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1988.

 

SODRÉ, Nelson Werneck. A história da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.

 

TELES, José Mendonça. A imprensa matutina. Goiânia: CERNE, 1989.

 

VIANNA, Hélio. Contribuição à história da imprensa brasileira (1812-1869). Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1945.



2. PERIÓDICOS EM ESTUDO


Listamos nesta seção obras que analisam de modo arguto ora um periódico ora um conjunto de periódicos congêneres, de caráter cultural, ou de natureza diversa, mas que contribuem efetivamente para o desenvolvimento intelectual sadio do(a) leitor(a). Estes estudos apresentam vertentes diferenciadas de pesquisa em periódicos, numa clara mostra da riqueza do conteúdo imensurável que se pode extrair dessa ferramenta de trabalho, e que escreve uma parte da História da imprensa e do pensamento no Brasil.


ALMEIDA, Marinei. Revistas e jornais: um estudo do modernismo em Mato Grosso.  Cuiabá: Fapemat/Carlini & Caniato, 2012.

Estudo dos periódicos Pindorama, Ganga, O Arauto de Juvenília e Sara, que ora lançaram ora incentivaram o Movimento Modernista em Mato Grosso, nas décadas de 1930, 1940 e 1950. Acompanham o estudo um Índice de colaboradores da revista Pindorama, e uma Antologia de textos (prosa e poesia) impressos nos referidos periódicos.


ANDRADE, Jeferson Ribeiro de. (Colaboração de Joel Silveira). Um jornal assassinado: a última batalha do Correio da Manhã. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991.

Relato de 73 anos de existência do Correio da Manhã (1901-1974), famoso matutino carioca, com ênfase na fase final de sua circulação que coincide com a fase do regime ditatorial-militar do golpe de 1964, e a atuação da censura a partir de então. Acompanham o estudo os anexos: Relatório para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Correio da Manhã; Congresso Nacional em defesa do Correio da Manhã; e, Editoriais, artigos e reportagens históricas do Correio da Manhã.

 

ARRUDA, Laércio. Diário Popular. A trajetória de um jornal paulistano. São Paulo: Angellara, 2006.

Resgate do itinerário percorrido pelo Diário Popular, que surgiu no dia 08 de novembro de 1884, abraçando as causas abolicionista e republicana. No começo do século XX, o jornal se tornou um veículo sintonizado com as demandas das emergentes classes médias, e, em 2001, deu lugar ao Diário de São Paulo, do grupo de Roberto Marinho (Organizações Globo). O livro traz, ainda, uma rica iconografia das principais capas do Diário Popular das décadas de 1930 a 1990.

 

AZEVEDO, Ezequiel de. O Tico-Tico. Cem anos de revista. São Paulo: Via Lettera, 2005.

Homenagem ao centenário de O Tico-Tico, a primeira revista com histórias em quadrinhos para crianças brasileiras, e cuja estréia ocorreu em 11 de outubro de 1905. O autor descreve o perfil de seus principais colaboradores, notadamente Ângelo Agostini e J. Carlos, e reproduz páginas do periódico.  De seu aparecimento até sua última edição, em outubro de 1959, O Tico-Tico lançou personagens que ficaram famosos no país, como o loiro Chiquinho (personagem símbolo), o casal Zé Macaco e Faustina, o trio Reco-Reco, Bolão e Azeitona, e Benjamin (garoto negro inspirado nos moleques de recado comuns na década de 1910, quando surge).

 

AZEVEDO, Sílvia Maria. Brasil em imagens: um estudo da revista “Ilustração Brasileira” (1876-1878). São Paulo: Ed. Unesp, 2010.

A autora se debruça sob a iniciativa pioneira de Henrique Fleiuss de fundar a revista ilustrada similar às melhores do gênero da Europa correspondendo à perspectiva cosmopolita por meio do qual o Brasil que se ver, dentro e fora do país, segundo o programa de reformas da nação sob a hegemonia dos grupos letrados. Seguindo o projeto de formação de um Brasil ilustrado, segundo a proposta da geração de 1870, a revista Ilustração Brasileira incorpora o impasse e as ausências a orientar o desenvolvimento do trabalho organizado em torno das “imagens de exportação” – seleção de textos e imagens do Brasil veiculada pelo periódico, que, levada para fora do país, corresponderia às concepções de “civilização e progresso”, nos moldes do pensamento europeu da 2ª metade do século XIX.

 

 

BARBOSA, Socorro de Fátima P. (org.) Livros e periódicos nos séculos XVII e XIX. João Pessoa: Ed. da UFPB, 2014.

Ensaios sobre periódicos na área da cultura e da literatura. Fazem parte deste número: Os primórdios da cultura impressa no extremo sul brasileiro, de Artur Emilio Vaz, Rastros da memória cultural no período oitocentista, de Germana Maria Sales, Livros na capitania da Paraíba no século XVIII, de Gilda Maria Verri, Nobres memórias de um narrador pouco nobre, de Juliana Queiroz, A Revista como fonte de pesquisa, de Kátia Aily de Camargo, Ler e escrever cartas nos periódicos Luso-Brasileiros dos séculos XVIII e XIX, de Socorro de Fátima Barbosa, Revista Ilustração (1884-1892): notas iniciais de pesquisa, de Tânia Regina de Luca, e Quincas Borba: duas histórias e vários leitores, de Virna Lúcia de Farias.

 

BAUMGARTEN, Carlos Alexandre (Com colaboração de Fiorina Matilde Macedo Torres). Província de São Pedro: índice de assuntos e colaboradores. Cadernos do Centro de Pesquisas Literárias da PUCRS. Porto Alegre: Pós-graduação em Letras/Instituto de Letras e Artes/PUCRS, n.1, v.2, maio 1996.

Índice de assuntos e de colaboradores da revista Província de São Pedro que, sob a direção de Moysés Vellinho, circulou entre os anos de 1945 e 1957. Editada pela Livraria Globo, de Porto Alegre, a revista abrange várias áreas de conhecimento, dando ênfase a Literatura e a História.

 

Boletim de Pesquisa – NELIC (Núcleo de Estudos Literários e Culturais). Periodismo contemporâneo em perspectiva. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, n.2, 1997.

Ensaios sobre periódicos contemporâneos na área da cultura e da literatura. Fazem parte deste número: As revistas literárias brasileiras, de Raúl Antelo, Escrita, José, Almanaque: leituras de romance, de Maria Lucia de Barros Camargo, Os primeiros Folhetins, de Marco Antonio Maschio Chaga, O crítico de Almanaque, de Renata Telles, José através do espelho, de Simone Dias, A América Latina em Escrita, de Nilcéia Valdati, Argumento: uma publicação de cunho e âmbito latino-americanos, de Débora Cota, A língua portuguesa e a identidade cultural brasileira na Revista do Brasil, de Nadia Souza Conceição, Através dos tempos, de Luzinete Carpin Niedzieluk, e Código - Uma apresentação, de Eduard Marquardt.

 

Boletim de Pesquisa – NELIC (Núcleo de Estudos Literários e Culturais). Leituras do periodismo cultural. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, n.3, 1998.

Ensaios sobre periódicos contemporâneos na área da cultura e da literatura. Fazem parte deste número: Não há sol que sempre dure. Revistas literárias brasileiras – anos 70, de Maria Lucia de Barros Camargo, As sombras do vidro, de Marco Antonio Maschio Chaga, A colaboração de Roberto Schwarz em Almanaque, de Renata Telles, 34 Letras: pós, trans, inter?, de Simone Dias, Escrita: uma trajetória descontínua, de Nilcéia Valdati, Notas sobre a literatura em Tempo Brasileiro, de Débora Cota, O primeiro ano de Nicolau: Nós do Paraná, de Eduard Marquardt, e Uma apresentação da Revista de Cultura Vozes, de Sandra Helena Sprícigo.

 

Boletim de Pesquisa – NELIC (Núcleo de Estudos Literários e Culturais). Páginas do periodismo. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, n.4, 1999.

Ensaios sobre periódicos contemporâneos na área da cultura e da literatura. Fazem parte deste número: Revistas literárias e poesia brasileira contemporânea, de Maria Lucia de Barros Camargo, Tornar-se o que se é - O Folhetim e os ensaios de interpretação (1982-89), de Marco Antonio Maschio Chaga, Poesia suja e maltrapilha ou Poesia de beca? O periodismo responde, de Simone Dias, O que há de poesia em Escrita, de Nilcéia Valdati, Opinião 1972-1973. Os limites regrados da oposição, de Eduard Marquardt, Verdade e justiça na Revista Vozes, de Sandra Helena Sprícigo, Revista USP: Primeiras impressões, de Lucia de Oliveira Almeida, e Letras - Uma primeira análise, de Rafael Zamperetti Copetti.

 

Boletim de Pesquisa – NELIC (Núcleo de Estudos Literários e Culturais). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, n.5, 2001.

Ensaios sobre periódicos contemporâneos na área da cultura e da literatura. Fazem parte deste número: Uma tríade como defesa, de Marco Antonio Maschio Chaga, Percurso de herdeiro: Almanaque - Cadernos de literatura e ensaio, de Renata Telles, José e 34 Letras através do espelho, de Simone R. Dias, Escrita (1975-1988). Indústria cultural - Literatura - Imprensa, de Nilcéia Valdati, Argumento: cultura, crítica e literatura de resistência, Débora Cota, Crítica e mercado. Tendências e cultura na década de 70, de Eduard Marquardt, Cinco anos de Revista USP - 1989/1993 (Notas sobre Tradição e Arte), de Lucia de Oliveira Almeida, Anotações acerca da relação entre Letras e o mercado editorial, de Rafael Zamperetti Copetti, Primeira análise da Revista Cult, de Fabiola Alves da Silva, Desmedidas, de Valdir Prigol, e Um periódico intempestivo: Acéphale 1936-1939, de Fernando Scheibe.

 

BUITONI, Dulcília Schroeder. Imprensa feminina. 2. ed. São Paulo: Ática, 1990.

Percurso histórico da imprensa feminina estrangeira e brasileira, e análise dessa imprensa que comumente se debate entre a estética da utilidade e a estética da futilidade. O livro destaca, ainda, as mulheres que fizeram e/ou fazem essa modalidade jornalística no Brasil.

 

Caderno Literário SESC. Literatura e Jornalismo. Curitiba: SESC, 2010.

Transcrição de mesas-redondas, palestras e entrevistas realizadas na Feira do Livro, do SESC Paraná - de 06 a 12 de outubro de 2009 - a saber: Literatura e jornalismo (Moacyr Scliar), Jornalismo cultural atual e seu futuro (Almir de Freitas e Daniel Piza), Euclides da Cunha e as bases de um épico nacional (Alexei Bueno), Literatura e jornalismo on-line (Fabrício Carpinejar e Sérgio Rodrigues), Jornalismo literário/Grandes reportagens (Eliane Brum e Matinas Suzuki Jr.), Crônica: um gênero brasileiro (Afonso Romano de Sant’Anna e Ignácio de Loyola Brandão), Biografia: os limites do jornalismo e da literatura (Humberto Werneck e Ruy Castro), Autores paranaenses (Assionara Souza e Wilson Bueno). Entrevistas com Carlos Machado, Roberto Gomes e Marina Colasanti.

 

CAMPOS, Eduardo. Imprensa abolicionista, igreja, escravos e senhores. Fortaleza: Secretaria de Cultura e Desporto do Estado/Banco do Nordeste do Brasil, 1984. Edição Comemorativa do 1º Centenário da Abolição da Escravatura no Ceará.

A obra reúne dois ensaios – Imprensa e abolição e Igreja, escravos e senhores, e, na seqüência, uma seleção iconográfica de periódicos abolicionistas do Ceará. O primeiro estudo, objeto de maior interesse neste espaço, relata o aparecimento da imprensa abolicionista no Ceará – fortalecida no decênio de 1880-89 – e sua importância para a consolidação do processo da abolição na região.

 

CAPELATO, Maria Helena e PRADO, Maria Lígia. O bravo matutino. Imprensa e ideologia: o jornal O Estado de São Paulo. São Paulo: Alfa-Omega, 1980.

Estudo investigativo e crítico dos editoriais publicados no jornal O Estado de São Paulo para levantamento do panorama da ideologia liberal no Brasil durante o período de transição da Primeira República para o corporativismo da Revolução de 1930.

 

CARNEIRO, Maria Luiza T. e KOSSOY, Boris (orgs.). A imprensa confiscada pelo Deops: 1924-1954. São Paulo: Ateliê/Imprensa Oficial/Arquivo do Estado, 2003.

Análise do controle e da censura impostos a uma imprensa alternativa e clandestina (na maioria das vezes), formada por 78 jornais confiscados entre 1924 e 1954 pelo extinto Deops/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social). O acervo é eclético e corresponde a um amplo leque ideológico – comunistas, anarquistas, sindicalistas, grupos étnicos e religiosos, entre outros.

 

DE LUCA, Tania Regina. A Revista do Brasil: um diagnóstico para a (N)ação. São Paulo: Ed.UNESP, 1999.

Periódico de destaque editado em São Paulo, a Revista do Brasil circulou inicialmente de janeiro de 1916 a março de 1925 (113 números), ressurgindo nas seguintes épocas: 1926 e 1927 (09 números), 1938 a 1943 (56 números), 1944 (03 números), e, finalmente, entre 1984 e 1990 (12 números). Na lista dos seus editores, figura o nome de Monteiro Lobato. Neste livro, a autora analisa a primeira fase da revista, enfocando a questão da Nação – a Revista do Brasil se propunha refletir sobre a realidade nacional e apresentar um diagnóstico dos problemas que a afligiam, indicando soluções.

 

DIMAS, Antonio. Tempos eufóricos. Análise da revista Kosmos: 1904-1909. São Paulo: Ática, 1983.

Análise da revista carioca Kosmos, impressa mensalmente entre janeiro de 1904 e abril de 1909, com ênfase numa apurada investigação da relação entre o reformismo urbano e o processo de modernização literária, no Rio de Janeiro, no começo do século XX. Acompanham o estudo um Índice de assuntos e de colaboradores da revista, bem como uma Antologia de textos.

 

FERNANDES, Mario Luiz. A força do jornal do interior. Itajaí, SC: Univali, 2003.

Buscando perceber as potencialidades da pequena imprensa (os chamados jornais do interior ou jornais locais) em Santa Catarina, este estudo apresenta o número desses jornais existentes no Estado, e um diagnóstico da estrutura operacional e editorial de suas empresas.  Traça, ainda, um perfil dos jornalistas que nela atual, e descreve, no primeiro capítulo, uma retrospectiva histórica da imprensa catarinense.

 

FERREIRA JUNIOR, José. Capas de jornal. A primeira imagem e o espaço gráfico visual. São Paulo: Senac São Paulo, 2003.

O livro identifica, caracteriza e delineia as transformações gráficas pelas quais passaram três importantes jornais brasileiros na segunda metade do século XX, tendo-se como recorte analítico a primeira página – a capa.  Acompanha uma rica iconografia das capas dos jornais em estudo: Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, Jornal da Tarde, de São Paulo, e Correio Brasiliense, de Brasília.

 

HERCHMANN, Viviane V. Primórdios da imprensa no Brasil – O Jornal dos Debates Políticos e Literários (1837-1838). Cadernos do Centro de Pesquisas Literárias da PUCRS. Porto Alegre: Pós-graduação em Letras/Instituto de Letras e Artes/PUCRS, n.1, v.13, nov. 2007.

Reprodução de matéria literária publicada no Jornal dos Debates Políticos e Literários, que circulou no Rio de Janeiro nos anos de 1837 e 1838. O elenco de colaboradores do citado periódico estava afinado com os ideais monárquicos, com o respeito ao Imperador e com o sentimento nacionalista.

 

LACHINI, Cláudio. Anábase. História da Gazeta Mercantil. São Paulo: Gazeta Mercantil/Lazuli, 2000.

História da Gazeta Mercantil, que circulou pela primeira vez em 03 de abril de 1920 como um pequeno jornal mimeografado e “confidencial”, tendo-se transformado em um diário econômico, financeiro e de negócios respeitado no Brasil e no estrangeiro. O autor do livro, jornalista que integra seu corpo editorial, exercendo vários cargos, mostra que é possível escrever a história econômica brasileira através dos 80 anos da Gazeta Mercantil.

 

LOPES, Hélio. A divisão das águas: contribuição ao estudo das revistas românticas Minerva Brasiliense (1843-1845) e Guanabara (1849-1856). São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1978.

Importante estudo sobre o conteúdo literário das revistas românticas Minerva Brasiliense (1843-1845), e Guanabara (1849-1856).  Segue-se a essa análise um Índice classificado de assuntos e de colaboradores das revistas.

 

MARTINS, Ana Luiza. Revistas em revista: imprensa e práticas culturais em tempos de República, São Paulo (1890-1922). São Paulo: Ed.USP/Fapesp/Imprensa Oficial do Estado, 2001.

Estudo de referência fundamental que cobre sem deixar lacunas todos os campos da produção de revistas na São Paulo de 1890 a 1922. Obra analítica densa que situa em seu contexto todas as publicações que apresenta, oferecendo, ainda, grande contribuição ao conhecimento do processo de construção da identidade paulistana no âmbito de um dos seus principais suportes documentais: a imprensa periódica.

 

MEYER, Marlyse (org.) Do Almanak aos Almanaques. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.

Livro que resguarda a memória e a atualidade do almanaque, ou almanach ou almanak – importante veículo de comunicação popular. Apresenta um catálogo descritivo e ilustrado de Almanaques Gerais, listando-se entre eles o Almanak Agricola Brazileiro, o Almanaque Bertrand, e o Almanaque do Pensamento, e, de Almanaques de Farmácia, tais como o Almanak Xarope S.João, o Jeca Tatuzinho, e o Almanaque Fontoura.

 

NADAF, Yasmin Jamil. Sob o signo de uma flor. Estudo da revista A Violeta, publicação do Grêmio Literário “Júlia Lopes” – 1916 a 1950. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1993.

Resgate, catalogação e estudo de A Violeta, uma revista criada e dirigida por um grupo de mulheres de Mato Grosso, e o maior veículo de informação do ideário feminino da região. Manteve intercâmbio com escritores de outros estados brasileiros. O livro traz um Índice geral do n.1, de dezembro de 1916, ao n. 333, de março de 1950.

 

NADAF, Yasmin Jamil. Novo Mundo: letras brasileiras e estrangeiras no sertão. Rio de Janeiro: Pesquisa de Pós-Doutorado/UFRJ, 2005. (mimeo.)

Análise de Novo Mundo, jornal que surgiu em dezembro de 1945, na pequena cidade de Guiratinga, em Mato Grosso, visando à fraternidade intelectual e humana e à difusão da cultura entre os povos das três Américas. Desapareceu possivelmente em 1954, e circulou em mais de cinqüenta países, recebendo a colaboração de escritores de Mato Grosso, de outros estados brasileiros e do estrangeiro, notadamente dos hispano-americanos. Acompanham o estudo um Índice temático da coleção do jornal, e uma Antologia de textos.

 

NAPOLI, Roselis Oliveira de. Lanterna verde e o modernismo. São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros/USP, 1970.

Estudo de Lanterna Verde, boletim anual, ilustrado, que a Sociedade Felipe d’Oliveira (poeta gaúcho) publicou no Rio de Janeiro, de 1934 a 1938, e de 1943 a 1944, totalizando oito números. A ênfase da análise recai na importância desse periódico para o estudo do modernismo brasileiro. Um Índice geral e um Índice remissivo de colaboradores compõem uma das partes do trabalho.

Publica-se, ainda, na abertura do livro, um roteiro de leitura para periódicos, elaborado pelo professor José Aderaldo Castello, intitulado A pesquisa de periódicos na literatura brasileira.

 

NEVES, Lúcia Maria B.P., MOREL, Marco, e FERREIRA, Tânia Maria B.C. História e imprensa. Representações culturais e práticas de poder. Rio de Janeiro: DP&A Editora/Faperj, 2006.

Reunião de textos apresentados no seminário “História e imprensa: representações culturais e práticas de poder”, realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), entre os dias 02 e 06 de junho de 2003. Neles se analisam as relações entre estudos históricos e imprensa, destacando dois eixos principais – representações culturais e práticas de poder. Participam da coletânea professores de diversas instituições acadêmicas brasileiras.

 

PARK, Margareth Brandini. Histórias e leituras de almanaques no Brasil. Campinas: Mercado de Letras/Associação de Leitura do Brasil; São Paulo: Fapesp, 1999.

Resgate e análise dos almanaques farmacêuticos brasileiros, e seus leitores. A autora assinala a importância destes manuais de prescrições nos projetos civilizatórios do país, e propõe a revisão do estatuto de “marginal” a esse objeto de cultura válida, advinda do cotidiano, da resolução de problemas, da diversão e da utilidade.

 

PATATI, Carlos e BRAGA, Flávio. Almanaque dos quadrinhos. Cem anos de uma mídia popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006.

O sucesso das histórias em quadrinhos (HQs) se deve ao pioneiro personagem The Yellow Kid (O Menino Amarelo), criado em 1896 por Richard Felton Outcault, nas páginas de um jornal americano, e aos seus predecessores, protagonistas de uma galeria diversificada de títulos, em variadas geografias, entre eles Tin-Tin, na década de 1920, Superman ou Batman, na década de 1930, e Asterix, na década de 1960. Neste livro, fartamente ilustrado, a sua história se escreve através do registro de diferentes encarnações dessa mídia: do humor ao universo dos super-heróis, do movimento underground norte-americano aos estilos da Europa, do erotismo às adaptações hollywoodianas dos super-heróis, e das HQs do Brasil e no Brasil.

 

PEREGRINO, Nadja. O Cruzeiro: a revolução da fotorreportagem. Rio de Janeiro: Dazibao, 1991.

Análise da revista O Cruzeiro, cujo primeiro número circulou no Rio de Janeiro, no dia 10 de novembro de 1928, com foco na importância da fotografia no seu crescimento. Modelo para profundas mudanças no bojo da produção do fotojornalismo no Brasil, o fotógrafo, nesta revista, tornou-se presença bastante intensa e fortemente pessoalizada – seu trabalho é de investigação, análise e intervenção do real.

 

PÓVOAS, Mauro Nicola. Murmúrios do Guaíba: índices e antologia. Cadernos do Centro de Pesquisas Literárias da PUCRS. Porto Alegre: Pós-graduação em Letras/Instituto de Letras e Artes/PUCRS, n.1, v.7, maio 2001.

Resgate da revista Murmúrios do Guaíba, impressa mensalmente em Porto Alegre de janeiro a junho de 1870, somando seis edições. Acompanham Índices de assuntos e de colaboradores, e uma Antologia da produção literária.

 

Revista do Livro – Da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, a. 16, n. 50, maio de 2008.

Edição dedicada ao bicentenário da imprensa no Brasil. Entre os ensaios que fazem parte deste número listam-se: Com licença de Sua Alteza Real (entrevista/Maria Beatriz Nizza da Silva), Obrigado, Napoleão!, de José Mindlin, O começo de uma nova Nação, de Mary Del Priore, Os primeiros livros publicados no Brasil, de Rubens Borba de Moraes, A propósito do primeiro centenário da imprensa, de Noronha Santos, O livro e a leitura no Brasil e em Portugal antes da chegada de dom João, de Luiz Carlos Villalta, O conde da Barca e o surgimento da Impressão Régia, de Marcus Tadeu Daniel Ribeiro, A Real Biblioteca e as primeiras obras de História do Brasil, de Lúcia Bastos, e A “grande imprensa” e o golpe de 1964, de Eduardo Gomes Silva.

 

RODRIGUES, José Honório (Direção e apresentação). Índices: Almanaque Garnier, 1903-1914; Gazeta Litteraria, 1883-1884. Brasília: Ed.UnB, 1981.

Índice de assuntos e de colaboradores do Almanaque Brasileiro Garnier, editado anualmente de 1903 a 1914; e Índice geral da Gazeta Litteraria, publicada entre outubro de 1883 a dezembro de 1884.

 

SANDRONI, Cícero. 180 anos do Jornal do Commercio, 1827-2007: de D.Pedro I a Luiz Inácio Lula da Silva. Rio de Janeiro: Quorum, 2007.

Trajetória do Jornal do Commercio, o mais antigo diário em circulação na América Latina. Fundado em 1º de outubro de 1827 pelo francês Pierre Plancher, tem o mérito de chegar a atualidade sem interrupção. De suas páginas é possível conhecer a História do Brasil do Primeiro Império à nova restauração democrática de 1985, com os Presidentes Tancredo Neves, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, e Luíz Inácio Lula da Silva.

 

SERPA, Leoni. A máscara da modernidade. A mulher na revista O Cruzeiro (1928-1945). Passo Fundo/RS: Ed.UFAL - Editora da Universidade de Passo Fundo, 2003.

O foco da autora é a mulher apresentada na revista O Cruzeiro – a mulher das camadas mais privilegiadas da sociedade. As capas da revista serviram de vitrines pelas quais o sonho de mudança para o perfil de uma nova mulher era vendido. A propaganda impressa nas páginas da revista enalteceu a beleza e reforçou a idéia de uma mulher consumista da moda. Por outro lado, o mesmo veículo estimulou a mulher a servir aos interesses do Estado, nesse período, conservador.

 

SILVA, Diamantino da. Quadrinhos dourados. A história dos Suplementos no Brasil. São Paulo: Opera Graphica Editora, [s.d.]

Estudo histórico e jornalístico do Suplemento Juvenil, do Mirim, d’O Lobinho e de O Globo Juvenil e a influência que esses tablóides tiveram sobre a cultura brasileira e sobre uma geração de leitores apreciadores do gênero HQs  nos anos 1930 e 1940.  O livro apresenta ricas ilustrações e fotos dessa imprensa pertencentes ao arquivo do autor.

 

TINHORÃO, José Ramos. A imprensa carnavalesca no Brasil: um panorama da linguagem cômica. São Paulo: Hedra, 2000.

A primeira parte do livro apresenta estudos sobre o chiste, seja oral, seja escrito. Já a segunda parte concentra atenção aos periódicos, dando destaque aos pufes, ou piadas em versos típicos desse veículo. E a terceira e última parte, enumera mais de 200 jornais carnavalescos brasileiros do período de 1830 a 1959.

 

TRAVANCAS, Isabel. O livro no jornal. Os suplementos literários dos jornais franceses e brasileiros nos anos 90. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.

Estudo dos suplementos literários na França e no Brasil, na década de 1990, através dos cadernos Idéias, do Jornal do Brasil; Mais!, da Folha de S.Paulo; Les Livres, do Libération; e Le Monde des Livres, do Le Monde. A autora marca com sucesso as relações entre dois objetos distintos e estreitamente relacionados: o jornal e o livro. E neste caso específico como o jornal e seus produtores tratam e pensam o livro. O livro como produto da sociedade de massa, como centro da notícia e ponto de partida dos suplementos.

 

Vários autores. O Cruzeiro: a maior e melhor revista da América Latina. Rio de Janeiro: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/Secretaria de Comunicação Social, 2002. (v. 3 da Coleção Cadernos da Comunicação – Série Memória)

Panorama da revista O Cruzeiro, do seu aparecimento no final dos anos 20, ao seu declínio na década de 1960, com indicação dos seus temas preferências ao longo de sua trajetória, e que norteavam a sua proposta editorial de apresentar ao leitor um Brasil moderno, sintonizado com os avanços tecnológicos de um mundo que se reorganizava após a Primeira Guerra Mundial.

 

WEINHARDT, Marilene. O Suplemento Literário d’O Estado de S. Paulo – 1956-67. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1987. 2 v.

Resgate, catalogação e estudo do Suplemento Literário d’O Estado de S. Paulo, do n.1, de 6 de outubro de 1956 ao n.521, de 1 de abril de 1967. O livro traz um Índice de assuntos, e outro de colaboradores. 

 


3. CATÁLOGOS DE PERIÓDICOS


As fontes bibliográficas aqui reunidas constituem um instrumento indispensável para o conhecimento e a localização de periódicos, notadamente os que circularam em tempos mais remotos. Sua leitura é obrigatória para estudos do gênero em discussão.


Catálogo de periódicos brasileiros microfilmados. Fundação Biblioteca Nacional, Departamento de Processos Técnicos, Divisão de Microrreprodução. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional/Departamento Nacional do Livro, 1994.

 

Catálogo dos periódicos da Coleção Plínio Doyle. Fundação Casa de Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Edições Casa de Rui Barbosa, 1998.

 

Catálogo das revistas do Centro Mato-grossense de Letras e da Academia Mato-grossense de Letras (1922-1996). Organização de Elizabeth Madureira Siqueira. Cuiabá: Defanti Gráfica & Editora, 1999.

 

Catálogo de periódicos de Niterói. Organização de Marcello de Ipanema e Cybelle de Ipanema. Rio de Janeiro: Instituto de Comunicação Ipanema, 1988.

 

Cem anos de imprensa no Amazonas (1851-1950). Catálogo de jornais. 2.ed. rev. Manaus: Ed. Umberto Calderato Ltda, 1990.

 

Imprensa periódica mato-grossense. 1847-1969. Catálogo de microfilmes existentes no Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional da Universidade Federal de Mato Grosso. Cuiabá: Ed.UFMT, 1994.

 

Índice analítico da Revista do Instituto Histórico de Mato Grosso. Organização de Edvaldo Assis. Cuiabá: Ed. UFMT, 1992.

 

Inventário analítico: coleção de jornais campistas. Arquivo Público Municipal de Campos dos Goytacazes. Campos dos Goytacazes-Rio de Janeiro: Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, 2003.

 

 

4. EDICÕES FACSIMILARES E REPRODUÇÕES DE PERIÓDICOS


As edições que compõem esta seção são de inestimável valor pelo produto que oferecem, ou seja, a reprodução fiel de periódicos - ou de parte deles - que fizeram o deleite do(a) leitor(a) no passado. São jornais e revistas de difícil acesso na atualidade, que tiveram um lugar de relevo no universo da cultura impressa, no período de sua circulação.


A Revista. Fundadores Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, Francisco Martins de Almeida, Gregoriano Canedo. Belo Horizonte, 1925-1926. Reimpressão facsimilar, Metal Leve, São Paulo, 1978.

Primeiro órgão do Movimento Modernista publicado em Minas Gerais, com estréia em julho de 1925 e desaparecimento após o seu terceiro número, em janeiro de 1926. Nacionalmente, foi o terceiro periódico de arte moderna no Brasil – antecedido apenas, por Klaxon de maio de 1922 e Estética de setembro de 1924. Acompanham a sua reimpressão uma apresentação de Pedro Nava, e estudos críticos de Plínio Doyle e de Cecília de Lara.

 

AGOSTINI, Ângelo. As aventuras de Nhô-Quim e Zé Caipora. Os primeiros quadrinhos brasileiros 1869-1883. Pesquisa, organização e introdução Athos Eichler Cardoso. Brasília: Conselho Editorial do Senado Federal, 2002.

Apontado por muitos como o pioneiro dos quadrinhos nacionais e um dos primeiros quadrinistas do mundo, Ângelo Agostini (1843-1910), foi também um dos maiores defensores da Abolição usando suas caricaturas para atacar os escravagistas. Legou-nos duas narrativas em quadrinhos – As aventuras de Nhô-Quim e As aventuras de Zé Caipora – heróis tipicamente brasileiros que rechearam suas histórias de aventuras. Este álbum, organizado e prefaciado pelo jornalista e professor Athos Eichler Cardoso, reúne uma seleção de suas histórias que apareceram originalmente na imprensa brasileira entre 1883 e 1906.

 

Almanaque para 1949, Primeiro Semestre, ou, "Almanaque d'A Manha". Aparício Torelly, o Barão de Itararé. Edição facsimilar. São Paulo: Ed.USP/Imprensa Oficial do Estado, 2002.

Almanaque 1955, Primeiro Semestre, ou, "Almanaque d'A Manha". Aparício Torelly, o Barão de Itararé. Edição facsimilar. São Paulo: Ed.USP/Imprensa Oficial do Estado, 2002.

Almanaque 1955, Segundo Semestre, ou, "Almanaque d'A Manha". Aparício Torelly, o Barão de Itararé. Edição facsimilar. São Paulo: Ed.USP/Imprensa Oficial do Estado, 2005.

Aparício Torelly, autonomeado o Barão de Itararé, foi um ícone do humor no Brasil. Debochou com elegância da política e dos costumes, da década de 1920 até os portais da modernidade juscelinista, no fim dos anos de 1950, publicando seu humor e sua irreverência no seu semanário A Manha (de 1925 a 1964), e nos seus três Almanaques, datados de 1949, 1955, 1º semestre, e 1955, 2º semestre. Estes três volumes relançados em edição facsimilar foram organizados por José Mendes André e Sergio Papi.

 

Correio Braziliense, ou, Armazém Literário. Edição Facsimilar. Projeto e Coordenação Alberto Dines. São Paulo: Imprensa Oficial, 2000.

Edição facsimilar da edição de 1808 do Correio Braziliense ou Armazém Literário impresso por W.Lewis, em Londres. Marco inicial da imprensa periódica brasileira, esse jornal foi fundado por Hipólito José da Costa Furtado de Mendonça, em prol da Independência do Brasil, e circulou em Londres no período de 1808 a 1822. O jornal surpreende pela variedade de assuntos apresentados de forma arguta e inteligente sobre os problemas brasileiros, que vão da questão do tráfico e da escravidão até o problema da mudança da capital do Brasil.

 

Diabo Coxo: São Paulo, 1864-1865. Redigido por Luís Gama; ilustrado por Angelo Agostini. Edição facsimilar. São Paulo: Ed.USP, 2005.

Primeiro jornal ilustrado e de caricaturas de São Paulo. Redigido por Luís Gama, ardoroso abolicionista, e ilustrado por Ângelo Agostini, circulou de 02 de outubro de 1864 a 31 de dezembro de 1865. As charges de Agostini satirizavam de modo impiedoso os homens públicos e a sociedade de sua época. A edição traz um estudo introdutório de Antonio Luiz Cagnin, grande crítico da imprensa caricata no Brasil.

 

Em branco e preto: artes brasileiras na Folha, 1990-2003. Organização de Arthur Nestrovski. São Paulo: Publifolha, 2004.

Transcrição de aproximadamente 400 textos de mais de 120 autores, publicados no jornal Folha de São Paulo, entre 1990 e 2003, que, de um lado, retratam uma imagem representativa de algumas expressões culturais - artes plásticas, dança, cinema, música, literatura e teatro brasileiros -, nesse período, e de outro, demonstram a visão do jornalismo cultural praticado por esse diário no citado período.

 

Jornal do Brasil – O Álbum dos Presidentes. A história vista pelo JB (Edição do Centenário da República). Rio de Janeiro: Jornal do Brasil/Banco de Crédito Real, 1989.

Álbum de textos e fotos publicados pelo Jornal do Brasil que narram os 100 anos da República Brasileira através do perfil de seus presidentes e suas crises: do alagoano marechal Deodoro da Fonseca ao maranhense José Sarney. Para o editor, Roberto Pompeu de Toledo, trata-se de uma história viva, fresquinha, saída do forno. Uma história tal qual foi captada, no calor dos acontecimentos, por jornalistas, não a história pesquisada e meditada que freqüenta o livro dos historiadores.

 

Jornal do Commercio – Edição Histórica – Exemplar Nº 1. Ano 175. Rio de Janeiro: Jornal do Commercio,[2002].

Facsímile do 1º número do Jornal do Commercio que circulou a 01 de outubro de 1827, e foi fundado no Rio de Janeiro pelo francês Pierre Plancher, bonapartista que veio ao Brasil - ao fugir da Restauração - acompanhado por mestres de artes gráficas e trazendo consigo materiais tipográficos. 

 

Miscelania cuyabanense: o primeiro jornal de Mato Grosso. Organização de Paulo Pitaluga Costa e Silva.  Cuiabá: Buriti, 2000.

A primeira parte do livro descreve o Miscelania cuyabanense, primeiro jornal de Mato Grosso, escrito em Cuiabá, e impresso em Goiás, onde circulou no seio do jornal Matutina Meyapontense. A segunda parte republica os nove primeiros números do jornal, impressos entre 10 de fevereiro de 1833 e 01 de janeiro de 1834.

 

O Globo – 70 Anos de História. Rio de Janeiro: Gráfica e Editora Danúbio [s.d.]

Álbum com fatos e fotos, e depoimentos de jornalistas, diretores e colaboradores, referentes as sete décadas de circulação de O Globo, jornal que nasceu no dia 29 de julho de 1925. A publicação, rica em detalhes gráficos e temáticos, permite-nos conhecer a história do periódico e daquilo que ele revelou no dia-a-dia do estado do Rio de Janeiro (local de sua sede), do Brasil e do mundo.

 

O Pasquim: Antologia. Volume I – 1969-1971. Organização de Jaguar e Sérgio Augusto. Rio de Janeiro: Desiderata, 2006.

O livro reúne perfis, matérias, entrevistas e charges que marcaram O Pasquim de 1969 a 1971. Considerado o maior fenômeno da imprensa nanica no Brasil, O Pasquim revela o retrato de uma época (regime militar, modismo, cultura), delineado por um conjunto de notáveis jornalistas e artistas como Jaguar e Sérgio Augusto, organizadores do volume, Tarso de Castro, Ziraldo, Millôr, Henfil, Caetano Veloso, Vinícios de Moraes, Chico Buarque e outros.

 

O Pasquim: Antologia. Volume II – 1972-1973. Organização de Jaguar e Sérgio Augusto. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.

O segundo volume da “Antologia” organizada pelo cartunista Jaguar e pelo jornalista Sérgio Augusto, cobre os anos de 1972 e 1973, seguindo o mesmo critério de seleção de conteúdo do primeiro volume (matérias, charges, entrevistas etc). Para os seus colaboradores mais efetivos essa teria sido a fase mais interessante do jornal, que compreendeu o período negro da ditadura regido pelo general Garrastazu Médici, marcado pela censura, perseguição e prisão, obrigando os artistas a se esconderem na clandestinidade. 

 

O Planeta Diário. O melhor do maior jornal do planeta. Hubert, Reinaldo e Cláudio Paiva. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.

Antologia do jornal de humor Planeta Diário que estreou em dezembro de 1984, sob a criação e a direção dos humoristas Reinaldo Figueiredo, Hubert (hoje ambos na TV no programa Casseta Popular) e Cláudio Paiva (atual diretor do programa TV Pirata e A Grande Família). De humor descompromissado e abusado, em um tempo que a liberdade voltou a estar dentro da lei depois de 20 anos de ditadura, esse periódico fez grande sucesso atingindo uma tiragem, em um ano, de 120 mil exemplares. Encerrou sua trajetória em 1992, somando 84 números em sua coleção.

 

Orpheu. Reedição do v.I. Lisboa: Ática, 1959.

Reedição do número 1, de janeiro-fevereiro-março de 1915, de Orpheu, revista publicada em Portugal que, embora de vida efêmera (dois volumes apenas) cumpriu um papel decisivo na deflagração do Modernismo em Portugal. Teve como diretores Luiz de Montalvôr, em Lisboa, e, Ronald de Carvalho, no Rio de Janeiro. Acompanha este volume fotografias e autógrafos dos seus colaboradores, e um estudo crítico de Maria Aliete Dores Galhoz, que procura fixar o “Momento poético de Orpheu”.

 

Primeira Página – Folha de São Paulo (Especial). São Paulo, 1985.

Facsímile das mais representativas primeiras páginas publicadas pela Folha da Manhã depois Folha de São Paulo entre 1925 e 1987. A seleção que comemora os 60 anos de criação do jornal apresenta três artigos introdutórios: O olhar do mundo, de Otavio Frias Filho (jornalista e diretor do jornal), A maquiagem do mundo, de Matinas Suzuki Júnior (jornalista, e editor da Folha Ilustrada), e O rosto do mundo, de Nicolau Sevcenko (doutor em História pela USP, e professor na mesma universidade).

 

Revista Dramatica: São Paulo, 1860. Edição facsimilar. São Paulo: Ed.USP/Academia Paulista de História, 2007.

Facsímile de 22 números da Revista Dramática, que circulou em São Paulo, no ano de 1860, dedicando-se inteiramente a assuntos teatrais. A revista, primeira no gênero publicada em São Paulo, foi editada pelo estudante de direito José Joaquim Pessanha Póvoa, e contou com a colaboração de acadêmicos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

 

QUINO. Toda a Mafalda: da primeira à última tira. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

Criada pelo desenhista argentino Quino, nos anos de 1960, a menina Mafalda ganhou o mundo e chegou no Brasil em 1970 nas páginas de uma revista de pediatria e pedagogia destinada aos pais. A personagem, no dizer de Umberto Eco, é uma heroína “enraivecida” que recusa o mundo tal como ele é: tem idéias confusas em relação à política, não sabe porque existem pobres, desconfia do Estado entre outras inquietações. À sua volta estão os personagens Manolito, menino integrado num capitalismo de bairro, Filipe, sonhador tranqüilo, Susanita, perdida em sonhos pequeno-burgueses, e seus pais – resignados e conformados com a missão de guardiões eternos da pequena Mafalda.

 

Via Láctea: de Palmyra e Carolina Wanderley. Edição facsimilar. Natal, 1914-1915. Estudo, organização e notas Constância Lima Duarte, Diva Maria Cunha Pereira de Macêdo. Natal: Editora NAC, CCHLA/NEPAM, Sebo Vermelho, 2003.

Revista (ou jornal) feminina/literária fundada por mulheres do Rio Grande do Norte, no período de outubro de 1914 a junho de 1915, totalizando oito números. Acompanha a reimpressão da coleção do periódico um estudo crítico de Constância Lima Duarte e Diva Maria Cunha Pereira de Macedo, organizadoras da edição.



5. TEORIA: PERIÓDICO & CULTURA


Aspectos teóricos descritos por profissionais qualificados salvaguardam as linhas científicas e metodológicas que devem nortear um estudo sério, de rigor, além de ampliar os olhos dos pesquisadores para novos horizontes de leitura e de análise de um dado objeto. Estes objetivos qualificam os livros sobre a imprensa jornalística cultural que agrupamos neste bloco.


AMARAL, Luiz. Jornalismo. Matéria de primeira página. 2.ed. rev. e aumentada. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro; Brasília: INL, 1978.

 

AMARAL, Luiz. Técnica de jornal e periódico. 4. ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1987.

 

BRADLEY, Duane. A imprensa: sua importância na democracia. Rio de Janeiro: Edições “O Cruzeiro”, 1966.

 

CALAZANS, Flavio. História em quadrinhos na escola. 2.ed. São Paulo: Paulus, 2005.

 

CARPENTER, Edmund e McLUHAN, Marshall (orgs.). Revolução na comunicação. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1968.

 

CAVALCANTI, Joana. O jornal como proposta pedagógica. 5.ed. São Paulo: Paulus, 2006.

 

COSSON, Rildo. Fronteiras contaminadas. Literatura como jornalismo e jornalismo como literatura no Brasil dos anos 1970. Brasília: Ed.UnB, 2007.

 

ERBOLATO, Mário L. Técnicas de codificação em jornalismo. Redação, captação e edição no jornal diário. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 1979.

 

FERREIRA JÚNIOR, Carlos Antonio Rogé. Literatura e jornalismo, práticas políticas. São Paulo: Ed.USP, 2003.

 

JOBIM, Danton. Espírito do jornalismo. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1960.

 

MCCLOUD, Scott. Desenhando quadrinhos: os segredos das narrativas de quadrinhos, mangás e graphic novels. São Paulo: M.Books do Brasil, 2008.

 

MELO, José Marques de. Sociologia da imprensa brasileira. Petrópolis: Vozes, 1973.

 

MORETZSOHN, Sylvia. Jornalismo em tempo real: o fetiche da velocidade. Rio de Janeiro: Revan, 2002.

 

PAVANI, Cecília (org.) Jornal (In)formação e ação. Campinas: Papirus, 2002.

 

PENA, Felipe. Jornalismo literário. São Paulo: Contexto, 2006.

 

PIZA, Daniel. Jornalismo cultural. 3.ed. São Paulo: Contexto, 2007.

 

RIBEIRO, Júlio e outros. Tudo que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar. São Paulo: Atlas, 1985.

 

RIZZINI, Carlos. O ensino do jornalismo. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1953. (Opúsculo)

 

ZYMAN, Sérgio. A propaganda que funciona. Como obter resultados com estratégias eficazes. Trad. Fábio Fernandes. Rio de Janeiro: Campus, 2003.

 


6. O PERIÓDICO COMO FONTE PARA ESTUDOS CULTURAIS


De conteúdo imensurável, o periódico se solidifica cada vez mais no universo acadêmico como objeto para pesquisas sobre os mais variados temas. Neste conjunto de títulos sobressai a temática do gênero e do folhetim, discutidos a partir de jornais e revistas, como exemplos a serem seguidos dessa prática discursiva.



ALVES, Denise. O desencontro marcado: a velha-mulher-nova e o machão-moderno. Petrópolis: Vozes, 1985.

 

BASSANEZI, Carla Beozzo. Virando as páginas, revendo as mulheres: revistas femininas e relações homem-mulher, 1945-1964. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.

 

BERNARDES, Maria Thereza Caiuby Crescenti. Mulheres de ontem? Rio de Janeiro, século XIX. São Paulo: T.A.Queiroz, 1989. 

 

BUITONI, Dulcília Helena Schroeder. Mulher de papel: a representação da mulher na imprensa feminina brasileira. São Paulo: Loyola, 1981.

 

COCO, Pina Maria Arnoldi. O triunfo do bastardo: uma leitura dos folhetins cariocas no século XIX. 2.v. Rio de Janeiro: Tese de Doutorado/PUC, 1990. (mimeo.)

 

FLORES, Hilda Agnes H. Corimbo (1883-1943) e Feminismo no Brasil. Faces de Eva, n. 4, Edições Colibri, Universidade Nova de Lisboa, 2000.

 

HABERT, Angeluccia Bernardes. Fotonovela e indústria cultural. Estudo de uma forma de literatura sentimental fabricada para milhões. Petrópolis: Vozes, 1974.

 

HOHLFELDT, Antonio. Deus escreve certo por linhas tortas: o romance-folhetim dos jornais de Porto Alegre entre 1850 e 1900. Porto Alegre: Tese de Doutorado/PUC, 1998. (mimeo)

 

 

LARA, Caroline de. “Agora sou outro!”: Propagandas e educação sanitária nos almanaques de farmácia (1900-1945). Ponta Grossa: Dissertação de Mestrado/Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), 2016. (mimeo.)

 

LEMOS, Renato (org.). Uma história do Brasil através da caricatura – 1840-2001. Rio de Janeiro: Bom Texto/Letras & Expressões, 2001.

 

NADAF, Yasmin Jamil. Rodapé das miscelâneas. O folhetim nos jornais de Mato Grosso (séculos XIX e XX). Rio de Janeiro: 7Letras, 2002.

 

NADAF, Yasmin Jamil. Diálogo da escrita. Alagoanos na imprensa de Mato Grosso (primeira metade do século XX). Rio de Janeiro: Lidador, 2003.

 

RAMOS, Ricardo. Um estilo brasileiro de propaganda. São Paulo: LR Editores, 1983.

 

SILVA, Maria Beatriz Nizza da. A Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1822). Cultura e sociedade. Rio de Janeiro: Ed.UERJ, 2007.

 

TINHORÃO, José Ramos. Os romances em folhetins no Brasil: 1830 à atualidade. São Paulo: Duas Cidades, 1994.

 

TRUBILIANO, Carlos Alexandre B. Imagens femininas nos jornais mato-grossenses (1937-1945). Identidade e controle social. Dourados, MS: Dissertação de Mestrado/UFGD, 2007. (mimeo)

 

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